domingo, 9 de fevereiro de 2014

Ao chão.


    Ria. Apenas ria. Deem suas mais altas gargalhadas, voltem e verifiquem com seus próprios olhos os pedaços que sobraram. Observem cuidadosamente, e se puder. Nao toque. Nao toque para que não machuque mais. Você realmente se sente satisfeito agora? Era tudo o que você queria? Tudo tao bem planejado.
   O que você ver agora? Olhe em meus olhos, diga o que eles te passam. Ele te transmite o contentamento por ter me derrubado. Meu corpo jogado ao chão frio, minhas mãos se esforçando para alcançar algo, algo que pudesse me ajudar a levantar. Meus pés. Meu coração ensaguentado. Voces fizeram questão de acabar com tudo de um vez só. Nao me alertaram, ao menos se despediram, me apertaram com toda forca. Eu gritei por socorro, meu corpo tremia, meus pés já não me sustentava.
  Você me levou ao alto, me encarou, eu senti os seus dedos, sua mão pesada,  e apenas me soltou. Pude sentir o solo, meu corpo foi ao encontro dele com toda forca. Me machuquei. Eu tinha toda esperança, toda confiança.  Enquanto você me abracava, você pensava em uma forma para acabar de uma vez comigo. Aqueles seus beijos expeliam veneno. As palavras com seus feitiços.
  AGORA? Agora as sequelas são aparentes, e não me venha. Na me venha com seu olhar piedoso. Arrependimento? Se estiver arrependido, não continue, pois não adiantara muito. Nao me venha com desculpas, desculpas não me fara sentir melhor. Depois de toda indiferença que nos consumia, que me consumia. Apenas quero ficar sozinha, pensar sozinha. Quero alcançar novos voos. Novos horizontes, as sequelas ainda são visíveis. Mas a mudança (rsrsrs), são muito mais visíveis.

Nenhum comentário:

Postar um comentário