terça-feira, 23 de setembro de 2014

Quando a gente se perde.


























  As vezes a gente se perde. Se perde de si próprio. Perdemos a total essência, perdemos o amor, a paixão por aquilo que realmente nos fascina, a paixão por aquilo que nos arrancava suspiros.
 Eu me perdi. Perdi as forcas para continuar. Ainda posso lembrar com clareza de quando eu tinha uns 16 anos, posso lembrar com delicadeza daquela garota cheia de expectativas, onde o mundo realmente parecia fazer sentido, onde as coisas tinha uma essência diferente. Hoje as coisas acabaram perdendo a graça, ate mesmo as amizades parecem tao superficiais, parece que nos falamos apenas para manter as aparências.
  As minhas letras se embaralham com as letras daquela jovem. Um louca jovem. Uma pausa. Odeio quando entram no quarto de repente, sem bater, sinto como se estivesse sendo vigiada, gosto de privacidade, gosto de escrever meus textos e jogar ao mundo, porem um mundo distante, pessoas próximas normalmente não leem. Voltando. A alegria misturada daquela jovem, daquela garota, ela conseguia balancear as coisas, ela sonhava, ela buscava. Oh meu Deus, o que aconteceu comigo? Me sinto tao estranha.
  Sinto que aquela garota anda por ai, em qualquer esquina. Aquela velha essência anda buscando meu corpo para habitar, e se ele já estiver em outro? E agora?
Gostaria de encontra-la, gostaria de voltar ter aquela coragem, de ter o mesmo amor pela vida, amor.
Aquela garota de sorrisos sinceros, de sonhos avassaladores, hoje essa garota se encontra conturbada, tem medo das incertezas da vida. Porem um dia ainda a encontrarei. Eu sei que ela esta por ai. Eu a busco. E ela me busca.
 E meu corpo entrara em colapso com minha essência, a minha bravura, a minha forca de vontade, a vontade de realizar o novo, coragem de ir ao desconhecido. Quando a gente se perde de nos mesmos, perdemos a identidade, perdemos o amor próprio. Mas quando nos encontramos, quando nos encontramos. Podemos mover o mundo. Pois na verdade, a gente nunca se perde.

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