sábado, 11 de outubro de 2014

No silencio da madrugada

  No silencio da madrugada, uma xícara de chá ao lado. Sim, chá. Tive que parar com a quantidade excessiva do cafe. Apenas o barulho do notebook, um caderno, não esquecendo da minha agendinha vermelha.
 Hoje me sentei na parte de cima da casa, sozinha no escuro, e fiquei observando a cidade. Senti aquela brisa, senti os cuidados de Deus. Ali sozinha, pensando sobre a vida. Sobre o real sentido de uma vida já feita, porem agradecendo a Deus por tudo, por me fazer enxergar logo cedo o real sentido. Um certo medo da manipulação. Medo dos sonhos ficarem parados, medo de guarda-los em uma caixinha, deixa-los empoeirar, e só abrir quando a coragem bater. E o medo de perceber que e tarde demais.
 E tao estranho como as pessoas são vazias, elas se esforçam para conseguir o que querem, e logo apos ficam tristes, são alegrias tao passageiras, alegrias tao vazias, e no fundo isso me amedronta. Me amedronta a falta de interesse pela vida, consigo próprio. As pessoas te garantem estabilidade em uma vida bem regrada, como se seguissem um linha, uma linha infinita. Tudo tao certo, onde olhar os outros tentando algo diferente nos leva a pensar que e loucura. Loucura. Nao consigo entender. Nao seria loucura viver uma vida estagnada? Uma vida para satisfazer os egos dos outros. Medo de errar.
 Vejo pessoas que seguem aquele mesmo caminho, e quando eu digo a elas meu pensamento, elas me cravam um olhar sugador ou palavras ásperas.  Mas um sonho ninguém arranca, ninguém tem força o suficiente. Observo as pessoas conseguindo uma bolsa na faculdade, um carro, casa,  mas sempre andam tristes, vivem insatisfeitos. Elas não conseguem ver a real beleza nas coisas mais simples, naquelas que o dinheiro não consegue comprar. Na leveza de um olhar, na brisa no rosto. Pode parecer besteira, uma conversa sem sentido, mas já vi de perto pessoas apenas existirem,  eu vi de perto no olhar a alma pedindo ajuda. E sinceramente, tem algo em mim que grita, que pede para não entrar nessa. Eu sei que serei muito infeliz, já tentei fazer isso, e não obtive um resultado de sucesso.
 Penso que a vida já e tao pequena, as vezes parecemos sombras. Apenas seguimos regras ditadas pela sociedade, por nossos pais. Seguimos por medo de fracassar, aparentemente esta tudo bem, no fundo. Ah no fundo apenas um vazio. No silencio da madrugada posso sentir minha essência, enfrentar meus medos, me encontrar, encontrar as palavras guardadas na mente e na agenda vermelha. As vezes e preciso se esvaziar, para se sentir completo.

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